Resumo: O objetivo desse artigo é a educação das relações étnico-raciais como estratégia de combate ao racismo no cotidiano escolar. No âmbito escolar/pedagógico é comum ouvir das crianças e dos(as) adolescentes negros(as) que os(as) alunos(as), e também os(as) professores(as), praticam racismo. Nas nossas experiências pedagógicas na cidade de Curitiba-PR, constatamos que a prática do racismo faz parte do ambiente escolar. As políticas afirmativas potencializam a educação antirracista no cotidiano das escolas para a promoção da igualdade racial e valorização da população negra. No intuito de atingir esse propósito faremos uma análise do discurso, tomando como referência a Hermenêutica da Profundidade, desenvolvida por J. Thompson (2004), a tese de Maria Aparecida Silva Bento (2002) as pesquisas de Nilma Lino Gomes (2018) e de Silvio Almeida (2019) sobre o racismo estrutural no Brasil, e o livro Racismo no Livro Didático, de Paulo Vinicius da Silva (2008). Tais pesquisadores(as) concluíram que o racismo é uma forma violenta de produção e manutenção das relações de poder entre negros(as) e brancos(as). A partir de relatos da história de vida de pessoas negras que já sofreram com ações racistas, seja de alunos(as) ou de professores(as), pretende o nosso estudo apontar as consequências, e principalmente as contribuições das políticas afirmativas para a gradativa diminuição das desigualdades étnico-raciais e a consequente superação do racismo no cotidiano escolar. No Brasil, através de reivindicações do movimento negro e de pesquisadoras (es) foi aprovada em 2003, a Lei 10.639/03, que modificou o art.26-A da LDB, determinando o ensino de História e Cultura Africana e Afro-brasileira; posteriormente alterada pela Lei 11.645/08, que acrescentou História e Cultura indígena. Constatamos que a partir desse conjunto de leis e das ações do movimento negro tem aumentado o número de pesquisas voltadas para a educação antirracista no cotidiano escolar, consequentemente os (as) alunos (as) começam a ver possibilidades de mudanças na estrutura curricular e na sociedade.Palavras chaves: Educação Antirracista, racismo estrutural e políticas afirmativas.