Esta ponencia expone el papel de las madres que decidieron unirse con el propósito de defender y proteger a sus hijos de la represión policial en el estallido social de Colombia en el año 2021. El estallido las convocó a las calles, donde surge el colectivo: “Mamas de la primera línea”, mujeres que están en primera fila delante de la violencia estatal y paraestatal, cansadas de que desaparezcan y maten a los y las jóvenes, las razones de seguir en las calles son varias, como la rabia o la ira acumulada de tantos años de este neoliberalismo de guerra. Son particularmente todas jefes del hogar, actualmente desempleadas o con trabajos informales que viven en los barrios populares del suroccidente Bogotano, que cambiaron el rol de madres, de esposas, de sus oficios y que en la mayoría de los casos, los esposos tomaron el rol y de esperar a sus esposas con la incertidumbre de si van a volver por la lucha de sus hijos. Se llevarán a cabo 5 entrevistas a madres que hicieron parte de la primera línea, análisis documental del periodo en el que surgió este grupo, a través de artículos, prensa y filmaciones con la finalidad de dar a conocer las vivencias de estas madres con un enfoque teórico desde la sociología de las emociones de Weber que permitirá entender cómo las emociones y redes de interacción adquieren fuerte intensidad en el colectivo de las madres de primera línea, unida por relaciones de camaradería y el accionar por una lucha.Palabras claves: Madres de primera línea, movimiento social, violencia estatal, emociones y redes interacción
#02373 |
Gerencialismo e sindicatos no Brasil contemporâneo
André Dias Mortari1
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Carlos Fernando Torres Oviedo
2
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Luiza Araujo Damboriarena
3
1 - Universidade Federal Do Rio Grande do Sul - UFRGS.2 - Universidad del Valle - Univalle.3 - Universidade Federal do Pampa.
No Brasil contemporâneo, em que o neoliberalismo avança sobre todas as esferas da vida social, como não poderia deixar de ser por tratar-se de um processo totalizante, trabalho e sindicato vêm enfrentando, destacadamente após o Golpe de 2016, uma série de ataques articulados. Para os sindicatos, isso se deu sob diferentes aspectos, desde a repressão violenta, passando pela crise financeira provocada pelos ataques às fontes tradicionais de financiamento até a busca pela adequação de suas práticas de modo a neutralizar seu potencial emancipatório.A partir de uma pesquisa bibliográfica sistemática realizada nas bases de dados SCIELO e CAPES periódicos, identificamos nas análises sobre o tema, o foco nas contradições da atuação dos sindicatos frente às transformações da classe trabalhadora ao levar em conta que os sindicatos estariam realizando um movimento de aproximação e afastamento em relação ao capital e ao trabalho, respectivamente. Isto estaria se dando a partir da entrada dos sindicatos em espaços próprios do mercado como agentes que interagem e interferem neles, do abandono da conflitualidade entre capital e trabalho, da perda de representatividade em relação a classe trabalhadora tanto pela diminuição absoluta de trabalhadores sindicalizados quanto pela atuação cada vez mais fragmentada e competitiva e a consequente descaracterização de seu caráter classista.Assim, sob o âmbito organizacional, tais mudanças refletem a incorporação do gerencialismo pelos sindicatos como meio de contornar a crise provocada pelos ataques sofridos. Por sua vez, o gerencialismo, como braço operacional do neoliberalismo voltado para o disciplinamento dos trabalhadores, é uma ideologia pois vincula-se às determinações sociais reais, como técnica, por mediação do trabalho, e afasta-se dessas determinações sociais reais, constituindo-se num universo sistemático, organizado, refletindo deformadamente o real, enquanto ideologia. Em um sentido operacional, o gerencialismo tem a função de elemento mediador entre macrossociedade e microorganização (TRAGTENBERG, 1971).Como consequência, ocorre um deslocamento do foco das disputas para antagonismos que não são a origem dos conflitos sociais. Deixa-se, assim, de enfrentar as contradições fundantes pelo seu ofuscamento. Para os sindicatos, ao incorporar técnicas, modos e modelos organizacionais ligados ao gerencialismo (incluindo seu financiamento), o fazem sob uma falsa percepção de que, sob o aspecto organizacional, esses movimentos ocorrem em um campo neutro, no qual se deve empregar a melhor técnica para o bom desenvolvimento das finalidades da organização, como se a disputa a se fazer fosse a busca da eficiência no nível da gestão. Para o gerencialismo, atuar nessa área é o meio mais eficiente de neutralizar os sindicatos, já que afeta diretamente a organização da luta dos trabalhadores.ReferênciasTRAGTENBERG, Maurício. A teoria geral da administração é uma ideologia? Revista Administração de Empresas, São Paulo , v. 11, n. 4, p. 7-21, 1971.
#03992 |
Organização Coletiva de Trabalhadores e a Fetichização das Empresas-aplicativo: o caso das associações de motoristas do sul do Brasil
Marx (2013) afirma que o fetichismo encobre as características sociais do próprio trabalho dos homens e as transfere aos produtos do trabalho como se lhe fossem características inerentes, fazendo com que uma relação social estabelecida entre os homens assuma a forma fantasmagórica de uma relação entre coisas (sachlich). Se argumenta que o processo de fetichização encobre o real com promessas de autonomia, liberdade, flexibilidade e vantagens financeiras, dissimulando as formas de controle, gerenciamento, vigilância e expropriação do trabalho e, também, ao encobrir aquilo que, apesar de visível, não consegue ser pensado e imaginado em outra ordem do real (HINKELAMMERT, 1981). A partir disso, busca-se, nesse contexto, identificar quais as formas de organização coletiva de trabalhadores utilizadas, ou seja, se formas tradicionais de organização, como sindicatos, ou se novas formas de associação, assim como suas pautas de luta. Nesse sentido, partindo do pressuposto do trabalhador como protagonista de suas práticas de organização coletiva, adota-se a perspectiva da organização coletiva construída desde baixo, de Rauber (2003). Para a autora, não há instância organizativa capaz de substituir o protagonismo das organizações que vão sendo construídas nas lutas sociais populares e configuram-se como instrumentos político-sociais. Tais organizações devem ser capazes de romper com a prática do comando e do controle hierarquizados e produzir coletivos plurais. De forma preliminar, faz-se evidente que as empresas-aplicativo, ao utilizarem-se da retórica da melhoria da qualidade dos serviços, da queda de preços ao consumidor e da promoção de um trabalhador autônomo e empreendedor, ocultam a deterioração das condições de trabalho a partir de pseudogarantias, como maior liberdade e flexibilidade, supostamente oportunizadas aos trabalhadores, e enfraquecem sua capacidade de organização coletiva. A pesquisa de viés qualitativo teve os dados coletados em fontes primárias e secundárias, a saber: entrevistas com organizações de trabalhadores do estado do Rio Grande do Sul (presidentes de três associações de motoristas e dois administradores de grupo de whatsapp), o site das empresas envolvidas no estudo, as páginas das referidas associações em redes sociais e a íntegra das conversas de um grupo de motoristas no whatsapp.
#04459 |
TRABAJADORES EN RESISTENCIA: EL CASO DE GENERAL MOTORS-SILAO
El presente trabajo tiene como objetivo reconstruir la manera en que la reforma a la ley laboral de 2019 se hizo concreta tomando como referencia el proceso de legitimación del contrato colectivo de los trabajadores de la planta de General Motors ubicada en el municipio de Silao, Guanajuato en México. Para dicha tarea es necesario exponer los antecedentes que dieron origen a la nueva regulación del trabajo y el peso que en ella tuvo la renegociación del T-MEC. Un cambio en la ley que implicó modificar la configuración corporativa de las relaciones laborales que han dado sostén al modelo productivo toyotista precario mexicano. El estudio permitirá identificar que las exigencias normativas en materia de democracia sindical y respeto a la libre asociación no se incorporaron de manera mecánica a las prácticas, su operatividad estuvo sujeta a presiones estructurales, mediaciones subjetivas y experienciales, y a la formación de acciones colectivas que disputaron el control de la representación de los trabajadores.
#04989 |
As novas configurações da luta de classes e o desafio para o movimento sindical no Brasil
O presente artigo pretende, por meio do diálogo entre as ciências sociais e a história, discutir a questão da reformulação do mundo do trabalho, como a situação da classe trabalhadora precarizada ou, na definição de Standing (2013), o “precariado” durante o período de pandemia no Brasil. Farei um recorte que compreenderá um contingente específico da classe que vive do trabalho, pessoas cuja dinâmica socioeconômica na qual estavam mergulhadas lhes empurrou para a atividade de entrega de mercadorias a partir de pedidos por meio dos aplicativos digitais, os “apps”. Com uma lente de aumento sobre o perfil desses trabalhadores, buscarei respostas para duas questões que julgo fundamentais: (1) que desafios estão colocados para os sindicatos tradicionais com a nova configuração do trabalho de forma precária; e (2) por que sindicatos e/ou centrais sindicais ainda não organizaram esses trabalhadores, abandonados à própria sorte e sedentos por direitos. Valendo-me de preceitos metodológicos da dialética, utilizarei a categoria trabalho a partir das ideias de Karl Marx e Friedrich Engels. A atualidade do marxismo no mundo do trabalho será abordada sob o referencial das obras de Ricardo Antunes e Virgínia Fontes na categoria trabalho e de Marcelo Badaró para compreender a dinâmica da luta de classes e o papel do movimento sindical no Brasil. Dentre as hipóteses a serem elucidadas, duas terão destaque: 1- os novos movimentos sociais, como os chamados “identitários” suplantaram o movimento sindical pela força das transformações no capitalismo do final do século XX e início do XXI; 2- o movimento sindical ainda não teve domínio completo das novas tecnologias digitais que impuseram novas reflexões sobre tática e estratégia da luta de classes.
#05027 |
Acción colectiva y discurso social en las provincias Argentinas. El caso del reclamo de empleados públicos en Santiago del Estero desde una perspectiva de la sociología de los problemas públicos
En esta ponencia nos proponemos indagar los discursos sociales en torno a las protestas de empleados públicos en Santiago del estero durante los primeros gobiernos del Frente Cívico[1] para entender qué imagen construyeron de las mismas los diferentes actores involucrados (medios de comunicación locales, gobierno provincial y los propios practicantes de las protestas) y así aportar al entendimiento de cómo se construyen los problemas públicos en Santiago del estero.Para ello, desde un enfoque relacional y, se van a analizar los discursos que elaboran los medios de comunicación sobre las protestas sociales que interpelan al gobierno de la provincia entre 2005–2017, así como también, los relatos de los actores de las movilizaciones, para identificar rupturas y continuidades, cruzamientos, paralelismos y bifurcaciones. Para ello se examinarán una serie de protestas sociales llevadas a cabo durante los tres primeros mandatos del Frente Cívico.Una anticipación que guiará la investigación es que a pesar dela alta concentración y el proceso que llevan adelante los medios de intentar invisibilizar o deslegitimar ciertos procesos/fenómenos, como las protestas sociales que tiene como principal eje de conflicto al gobierno local, existe cierta permeabilidad que no está dada, sino que es una construcción de los actores que despliegan estrategias dentro de un campo aparentemente cerrado. Para ello se busca reconstruir las protestas sociales a través del discurso de sus actores –centrado en los líderes de la acción colectiva (Tilly, 2000)- y hacer énfasis en cuales fueron los canales para visibilizar y mediatizar sus reclamos y de esta forma presionar al gobierno y a sus aliados. Nos centraremos esta ponencia en un conflicto que se estableció en el año 2016 en la provincia y que tuvo gran repercusión a nivel nacional. Como resultados preliminares diremos que las lógicas massmediaticas en alianza con el poder político local tuvieron un recorrido y una propuesta muy distintas a los de los propios practicantes de las protestas y que los relatos en torno a los objetivos del reclamo, sus líderes e incluso el principal eje del conflicto: el gobierno.En segundo lugar, que el control de límites impuesto por este último encuentra permeabilidades y fisuras donde los actores que se encuentran la vereda enfrente, de reconocerlos, los utilizan a su favor. El gobierno local y los medios de la provincia poseen una alianza que marca una línea editorial, e influye severamente en la opinión publica, pero no son los únicos que dictaminan como se construye un problema público en la región, de hecho en este caso particular no lo hicieron. [1] Partido que gobierna el estado argentino de Santiago del Estero desde 2005